segunda-feira, 14 de junho de 2010

Será mesmo o nosso fim?

Tudo pronto. Unhas feitas, maquiagem impecável, saia de cintura alta, um salto muito alto vermelho contrastando com a bolsa.Era “A” festa; na fila ingressos na mão,e pulseirinha de vip quem tivesse, chegando la muitos conhecidos, olhos voltados para as roupas, fofocas e mais fofocas, drinks e mais drinks,e no meio de tanta gente encontrei você!
Alguns olhares de relance sem que você percebesse. Seu amigo me aponta e cochicha algo do tipo “ela está ali”, você nem olha, só responde alguma baboseira e finge que nem lembra mais da minha existência.
Tequila sal e limão, clone! Duas de uma vez só, pra tirar você da cabeça!
Decidi andar, sair do seu campo de visão pra nós dois podermos aproveitar a festa.
Cantadas no pé do ouvido, alguns xavecos, e chega ele, aquele que na verdade devia ser seu adversário se a gente tivesse continuado com nosso casinho de segunda mão, minha atenção se desvia de você e se volta pra ele que agora ocupa o seu lugar.
Tudo ocorre bem, quando “PUFT”, nossa música começa a tocar e eu novamente me lembro da gente, largo um pouco ele e olho de lado, que surpresa você estar bem ali, virado de costas pra mim, fingindo que não me ver, fingindo que não ta nem ai, quando na verdade se arde de ciúmes por dentro.
Eu procuro me afastar um pouco, não quero nem seu olhar naquela hora, seu amigo percebe,e te sussurra mais algumas coisas, e você rir como se fosse uma piada, como se não se importasse comigo.
Chegando ao fim você não podia deixar de dar o troco, isso não seria digno de você, e de repente está você lá puxando papo com outra qualquer, eu nem sei quem é e prefiro nem saber só saio dali, não quero ver onde vai dar.
Voltamos pra casa, Eu deitada na minha cama morta de cansada, e você já devia estar na sua também, ambos nos lembramos um do outro, olhamos pros celulares esperando mais um torpedo, um único que fosse, nem que fosse um “adeus” ou um “ acho que te vi hoje” chegamos até a digitar algo qualquer, mas na hora de enviar nosso orgulho nos mandou parar, já vencidos pelo cansaço, revemos a caixa de entrada lemos uma por uma e apertamos em “excluir tudo”.Será mesmo o nosso fim?

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