quinta-feira, 10 de junho de 2010

Te explicar a minha ida

Meu bem fecha teus olhos imagine-se naquele nosso quarto, que a gente sempre se encontrava, uma penumbra, temperatura amena, cobertores aconchegantes. Vamos lá eu sei que você consegue, não ligue para o barulho na fechadura, eu ainda tenho a chave que você me deu, irei me deitar ao teu lado benzinho, pra te explicar da minha ida.
Eu vejo nos teus olhos o peso, obres sofridas cansadas da dor, vejo um brilho lá no fundo como uma esperança, mas sinto lhe informar que eu não vou voltar, se ela é a ultima que morre, já não existe mais nada, no seu mundo já é tudo alma.
Eu vim pra dizer que esse peso que te deixei foi pra te fortalecer, pra outras vezes não doer, pra você saber como lidar, e um dia você vai ver que te serviu, pode até me perdoar.
Pequena eu não fui por não te amar, chega horas que a gente tem que partir, pro coração não sofrer mais, eu sei que te jurei o céu e o mar, e o máximo que te deixo hoje é o chão duro e uma enorme montanha nas costas pra carregar, mas eu nunca vou te esquecer amor, e saiba que o que deixo a ti vou carregar em mim também.
Se permita amar, não tenha ressentimentos nem autocomiseração, meu bem se privar de amar é viver na solidão, e a solidão deixa o coração nesse leva e trás.
Perdoe, não a mim, mas a todos que virão em seguida, não carregue mágoas.
Abre teus olhos agora, devagar pra não se assustar, a temperatura esquentou, o sol bate na janela,os cobertores agora são lençóis, vai se acordando que o nosso sonho acabou, as lembranças ficaram e o nosso amor exausto vai dizer tchau e a gente vai jurar que não vai mais ter coragem de amar, porém semana que vem ou próximo ano vamos estar com um outro alguém, não se esquece a chave que deixei, pra não correr o risco de voltar e te machucar.

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